Cuide de você primeiro. Depois cuide do outro!

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Um Tempo de silêncio?

Por: Antônia Mota Neta CRP/DF- 01/16738

O que é quarentena?

Substantiva-se por quarentena a reclusão de indivíduos sadios pelo período de
incubação de uma doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico
ou portador, ou data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava
a fonte de infecção.

 

Qual a sua função?

Presumindo-se que a partir do contato comunitário a forma de contágio ocorreria
de forma rápida e em qualquer lugar, o Ministério da Saúde e Governadores dos Estados
e Municípios estabeleceram o prazo inicial de 14 (quatorze), dias para que as pessoas
ficassem em casa, evitando assim a propagação ou o contato com o vírus, bem como sua
disseminação.
As recomendações da Organização Mundial da Saúde é que os países devem
pautar a sua estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus em quatro áreas a
saber:
 Preparação
 Detecção, proteção e tratamento dos casos
 Redução da transmissão (através de medidas como a quarentena, por exemplo)
 Inovação e aprendizagem
Rapidamente as autoridades sanitárias do nosso país entraram em ação, e temos
acompanhado com relativa segurança que um trabalho sério está sendo desenvolvido, não
apenas na área técnica pelo Ministério da Saúde, mas também, segurança, e o setor
econômico financeiro.
No entanto, as dificuldades vão se particularizando a medida que o nosso olhar se
direciona para “o como”, todos estão recebendo tudo isso; e como cada um, lida com
crises.
Os horrores ditados pela mídia de como alguns países já vem sofrendo com o
estado de sítio que se abateu sobre eles e como tiveram que agir de modo emergencial;
tem propiciado a outros a condição de retirar dali uma lição do que não fazer.
Assim, estamos no modo preparação sugerido pela OMS. E todas as estratégias
seguintes estão ocorrendo simultaneamente!
Apesar de estarmos enfrentando bravamente esta situação, alguns momentos de
silêncio nos convidam a reflexão. Não temos o controle do tempo! E temos que admitir:
Não controlamos nada!
No entanto, não podemos, nem devemos nos deixar controlar pelo tempo e deixar
nosso barco à deriva; a informação nos ajuda exercer um contra-controle, nossa atuação
e participação também.
Assim, podemos definir nossas estratégias de ação durante tempos de quarentena.
Cuidar de si e do outro. Vamos utilizar como exemplo a recomendação do uso das
máscaras em caso de despressurização nas aeronaves: primeiro coloque a sua máscara,
depois ajude a pessoa que está do seu lado. 

Em tempos de dificuldades em todos os sentidos, e principalmente, em questões
que envolvem à vida, não podemos descuidar da nossa própria saúde; seguir
recomendações de cuidados com a saúde física como: alimentação, atividade física,
cuidados de higiene…E sobretudo, cuidar da saúde mental é tudo neste momento!

 

A saúde mental é muito importante!

Não é a situação em si que determina como a pessoa sente, mas o modo como
ela interpreta uma situação! (Aaron Back).
 Veja este exemplo:
Os jornais noticiam sobre a quarentena na Itália. Algumas pessoas logo pensam e
interpretam: “vai acontecer igual ou pior conosco também” [essas pessoas ficam
nervosas, ansiosas e começam a divulgar a notícia de modo catastrófico]. Já outros podem
interpretar: “Nosso país tem uma população mais jovem, bem ou mal temos um sistema
público de saúde em funcionamento; então, a crise será mais amena por aqui” [… Essas
pessoas compreendem as diferenças geográficas, a estratégia de saúde
adotada…reconhecem que há perigos, mas encaram a situação de modo ponderado,
mantendo-se otimistas. Portanto, seu comportamento será de conversar com outros
acalmando-os…]. Faça isso: primeiro coloque a sua máscara, depois ajude a pessoa que
está do seu lado.
Percebem a diferença do modo como interpretamos um fato?
Por isso, precisamos estar atentos ao modo como pensamos. A qualidade dos
nossos pensamentos são a chave para o equilíbrio e para a saúde mental. Cuidado com
os pensamentos automáticos¹ [pensamentos que entram em nossa mente
espontaneamente ao longo do dia sempre que experimentamos estados de humor intensos
ou até mesmo imagens mentais que geram reações físicas.] (Beck, Judith 2013). Se
permitirmos que os pensamentos automáticos invadam a nossa mente com imagens
negativas de medo e pânico, nossa capacidade de raciocínio sairá do comando e a
ansiedade se instalará.

Pensamentos são acionados automaticamente!
Toda vez que estes pensamentos negativos ganham força, atitudes positivas e
funcionais tendem a ceder. Crenças negativas e disfuncionais são acionadas interferindo
no humor e comportamento.
Podemos automonitorar nossos estados de humor sempre nos questionando: “O
que estava passando pela minha cabeça naquele momento”?

 

Seguem algumas sugestões do que você pode fazer:

 

*Faça um cartão de enfrentamento e cole no espelho do banheiro:
Exemplo:
1. “Quando eu notar o meu humor se alterando, devo me perguntar: O que está
passando pela minha cabeça agora”? E anotar meus pensamentos automáticos
(os quais podem ser completamente verdadeiros ou não). Tentar fazer isso pelo
menos uma vez por dia.
2. Se eu não conseguir identificar meus pensamentos automáticos, anotar
simplesmente a situação. Lembrar que aprender a identificar o meu
pensamento é uma habilidade que irei desenvolver, como digitar.
Observação: busque evidências de que esses pensamentos têm fundamento,
questione-os!

Meditação de um minuto

1. Sente-se ereto em uma cadeira com o encosto reto. Se possível, afaste um pouco
as costas do encosto da cadeira para que sua coluna vertebral se sustente sozinha.
Seus pés podem repousar no chão. Feche os olhos ou abaixe o olhar.
2. Concentre a atenção em sua respiração enquanto o ar flui para dentro e para fora
do seu corpo. Perceba diferentes sensações geradas a cada inspiração e expiração.
Observe a respiração sem esperar que algo de especial aconteça. Não há
necessidade de alterar o ritmo natural.
3. Após alguns instantes, talvez sua mente comece a divagar. Ao se dar conta disso,
traga sua atenção de volta à respiração, suavemente. O ato de perceber que sua
mente se dispersou e trazê-la de volta sem criticar a si mesmo é central para a
prática da meditação plena.
4. Sua mente poderá ficar tranquila como um algo – ou não. Ainda que você obtenha
uma sensação de absoluta paz, poderá ser apenas fugaz. Caso se sinta irritado ou
entediado, perceba que essa sensação também deve ser fugaz. Seja lá o que
aconteça, permita que seja como é.
5. Após um minuto, abra os olhos devagar e observe o aposento novamente.
(Livro – Atenção Plena: Como encontrar a paz em um mundo frenético, Mark G.
Williams)
*Por fim, faça desse tempo um tempo para reflexão, busque o autoconhecimento!

Fonte:

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